Ida a campo - NAU Amazônico

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Os pesquisadores do NAU Amazônico Rodrigo Chiquetto, José Agnello e Ana Luisa Sertã embarcaram ontem em Campinas com destino a Manaus - AM. Ana Luisa fará sua primeira ida a campo, com um caráter de reconhecimento, enquanto José e Rodrigo darão continuidade à suas pesquisas, cujo primeiro campo foi no início deste ano.

Reunião do NAU Surdos

Na última sexta-feira, 26, o grupo do NAU Surdos se reuniu para discutir o texto "Sobre a autoridade etnográfica", de James Clifford (in A experiência etnografica: antropologia e literatura no século XX. Rio de Janeiro, Ed. UFRJ, 1998). Além da discussão, também foi feito um balanço das atividades do grupo do semestre: reuniões realizadas, textos lidos, continuidade das aulas de LIBRAS (que começaram em abril), idas a campo e etnografias feitas. Uma proposta do grupo é, em breve, realizar uma aula de antropologia para surdos na USP.

Lançamento de livros

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009


Na próxima quinta-feira, 9 de julho, serão lançados dois livros organizados por Edlaine Gomes, pesquisadora associada ao NAU: Valores religiosos e legislação no Brasil: a tramitação de projetos de Lei sobre temas morais controversos (org: Luiz Fernando Dias Duarte; Edlaine de Campos Gomes; Rachel Aisengart Menezes e Marcelo Tavares Natividade) e Dinâmicas Contemporâneas do Fenômeno Religioso na Sociedade Brasileira (org: Edlaine Gomes). O evento será realizado pela FAPERJ, Editora Garamond e Editora Ideias e Letras às 19h, na Livraria do Museu da República (Rio de Janeiro).









AULA ABERTA - A Greve e a Situação Atual da USP

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

CONVITE AULA ABERTA

Os recentes acontecimentos ocorridos na USP trazem à tona uma ampla crise da universidade. Para que possamos refletir conjuntamente sobre essa crise, os pós-graduandos em Antropologia Social da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas convidam a todos, professores, alunos e funcionários, desta e de outras unidades da Universidade de São Paulo, para participar da “AULA ABERTA”, com o tema “A Greve e a Situação Atual da USP”, que se realizará no dia 30 de junho, às 17.30 hs, na sala 8 do prédio de Filosofia e Ciências Sociais.

Nos vemos lá.

Representação discente – Antropologia

Chamada para trabalhos - I ENADIR

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

O Núcleo de Antropologia e Direito da USP está recebendo trabalhos até 30 de junho para os GTs do I Encontro Nacional de Antropologia do Direito (ENADIR), a ser realizado nos dias 20 e 21 de agosto, na FFLCH-USP. Serão 6 GTs e três mesas de debate, além da mesa de encerramento e uma homenagem à Lygia Sigaud. Mais informações, as fichas de inscrição e a programação completa estão disponíveis no site do I ENADIR.

Visita do Professor Gordon Mathews

Na última terça-feira, 23, recebemos a visita do Prof. Gordon Mathews, antropólogo que realizou pesquisas sobre cultura e identidade globais e regionais no Japão, Estados Unidos e Hong Kong; atualmente, é professor na Chinese University e pesquisa o edifício Chungking Mansions, de Hong Kong, em cujas acomodações instala-se enorme número de imigrantes (em especial africanos e sul-asiáticos). Ele veio para o Brasil a convite do Prof. Gustavo Lins Ribeiro, Diretor do Instituto de Ciências Sociais e professor titular do Departamento de Antropologia da UnB. O convidado participou de conferências na UnB e no Museu Nacional (RJ); dada a situação que vivemos na USP, não foi possível que ele realizasse uma palestra aqui.
Os membros do NAU Carlos Rivas, Alvaro Katsuaki e Isabel Mesquita levaram o Professor em uma visita pelo centro da cidade, percorrendo a Rua 25 de Março, a Sé, a Liberdade e a Várzea do Glicério. O intuito era que nosso visitante tivesse contato com alguns aspectos urbanos similares aos que estuda na Chinese University, tais como o comércio de mercadorias ilegais vindas de Hong Kong, o fluxo de pessoas e algumas moradias em pontos centrais da cidade de São Paulo, metrópole que possui características semelhantes à de outras cidades globalizadas.
A visita também representou um primeiro contato entre as pesquisas realizadas pelo NAU e pela Chinese University, que possibilita um futuro diálogo e possibilidades de intercâmbio entre as partes.

Congresso Internacional no Peru

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Entre os dias 7 e 10 de junho aconteceu em Tarapoto, Peru, o Congresso Internacional “Medicinas Tradicionales, Interculturalidad y Salud Mental”, do qual participou Marcelo Mercante, pesquisador do NAU. Segue seu relato sobre o evento:

"Este encontro foi promovido pela Takiwasi (clínica em Tarapoto que vem trabalhando com a reabilitação de dependentes químicos, através do uso da ayahuasca, desde 1992), pela Runa Wasi (associação que trabalha com direitos indígenas, saúde e cultura), pelo Centro de Estudios Médicos Interculturales (instituição colombiana que trabalha na promoção de uma política intercultural de saúde, unindo medicina ocidental e dos povos nativos da Colômbia), além da Fundação Ashoka.

O congresso foi importante por reunir praticantes de medicina tradicional que trabalham com as mais variadas técnicas – desde rituais com “plantas de poder”, como o peyote, ayahuasca, coca, cogumelos, wachuma (san pedro), tabaco – até quiropratas inkas, com pesquisadores representantes da “ciência ocidental”. Estiveram presentes nomes importantes como Jean Langdon, Edward MacRae, Bia Labate, Benny Shanon, German Zaluaga, Sacha Domech, José Maria Fabregas, Jaques Mabit, Rosa Giove, Gabriela Ricciardi. Apresentei a palestra intitulada “Ayahuasca, moradores de rua e dependência química”.

Vale dizer que Tarapoto localiza-se muito próxima de Bagua, cidade peruana onde recentemente aconteceu um massacre de indígenas, promovido pelo exército peruano, que se manifestavam contra a presença de companhias petroleiras em seu território. Assim, não havia acesso à Tarapoto por estradas, impossibilitando que muitos curandeiros locais chegassem ao encontro. Pude assistir de perto várias manifestações contra o governo peruano. Todas as noites velas eram acesas na praça central (a Plaza de Armas) da cidade para lembrar os mortos no massacre."

Marcelo S. Mercante.